sábado, 9 de maio de 2009

Meu tudo, pra ti!

Todos os anos essa data se repete, ela é mais uma dentre tantas comemorativas e é o sexto ano que estou distante de ti, nesta que é tão significativa, marcante, bonita. É a data onde os filhos correm para o colo das mães, passam o dia todo recebendo mais um pouco desse carinho todo especial, que a correria dos dias normais, muitas vezes, não permitem desfrutar.
Eu me vejo distante, mas tão perto. Mas uma saudade constante aperta, porque eu queria tanto poder estar aí do teu lado, poder te dar meu abraço de agradecimento, de desculpas, de carinho, de amizade, de filha. De uma filha que te ama mais que tudo, que tem em ti o maior exemplo de todos. Que vê em ti a paciência, a força, o perdão, a confiança, o carinho, o amor maior.
És a ausência mais presente da minha vida: aquela que chora comigo, mesmo que por telefone, que vem correndo quando chamo, que acredita em mim, aposta nas minhas ambições, que sonha junto comigo, que concorda e discorda, que me alerta, mas respeita meus espaços e ideais. Que se preocupa, me defende, me puxa a orelha, me entende e me conhece mais que ninguém.
Mãe, te amo mais que tudo, te quero sempre comigo, perto ou longe, mas presente. Se estou distante pela sexta vez nesta data é porque as circunstâncias novamente não permitiram estar ai contigo, mas eu e tu sabemos que não é a distância que vai impedir de eu sentir teu carinho tão especial, e tu o meu, neste dia que é somente mais um dos que a ti eu dedico.
Obrigada por cada palavra, por cada incentivo, por cada abraço, por tudo que representas pra mim. Desculpa por tantas vezes não reconhecer e não saber agradecer por todo bem que me fazes.






Minha mãe, minha amiga....Meu tudo, pra ti!

sábado, 4 de abril de 2009

Para pais e educadores pensarem...

Texto publicado no dia 04/04/2009 pelo jornal Notiserra, do Vale do Taquari.


Para pais e educadores pensarem...

Angela Marin Pertile¹

Como já foi veiculado pelos meios de comunicação, novos métodos estão sendo utilizados para alfabetizar e educar as crianças dos anos iniciais nas escolas públicas do Rio Grande do Sul. Um convênio do Governo do Estado com três instituições transfere poderes para as mesmas levarem seus métodos de alfabetização para os colégios estaduais, para que, em uma espécie de competição, no final de um período se aplique um teste nos alunos(cobaias), e o método que melhor conceito obtiver em alfabetização será escolhido como oficial do sistema estadual de ensino.

Pode parecer maravilhoso o que a Instituição Ayrton Senna, o GEEMPA e a Alfa e Beto apresentam em suas cartilhas, muito coloridas, cheias de figuras e instrumentos para alfabetizar. Porém, algumas críticas têm que ser feitas. Esses métodos esquecem que a realidade dos alunos de cada região do estado é diferente, dentro de uma mesma sala de aula existem alunos com necessidades e dificuldades particulares, e esquece de contemplar as especificidades dessas realidades, especificidades essas que são essenciais no planejamento do ensino. Esses métodos não respeitam os ritmos das crianças, ritmos estes que devem ser a base e perpassar todo o planejamento de um professor.

Com a adesão desses métodos o professor perde sua autonomia, se acomoda, a menos que ele seja consciente do seu papel formador e de seu compromisso com a aprendizagem de seus alunos e construa novas maneiras de educar a partir dos materiais propostos, o que muitas vezes não é viável, diante do controle e da fiscalização das instituições constituidoras dos programas.

Somos nós, educadores, que devemos dar uma resposta ao que nos é imposto, devemos nos perguntar o que ficamos fazendo quatro anos dentro de uma faculdade para chegar em uma sala de aula e recebermos um livro que nos indica cada palavra a ser repetida a cada novo ano, a cada nova turma, a cada diferente aluno. É nesse momento, e o pior, desde muito cedo, que começamos a constituir cidadãos acríticos, incapazes de criar e recriar, usar da sua criatividade. Cidadãos que seguem uma rotina predeterminada por outrem que lhe dita o que é certo ou errado, sem chances de desvios ou novos pontos de vista.

A educação tem poder transformador e ela não é mercadoria. É direito constitucional de todo cidadão e dever do Estado, que não tem o direito de passá-la a terceiros para que a controlem de acordo com seus próprios interesses. Reclamamos que nossa profissão é tão desvalorizada, mas nós mesmos a desvalorizamos ao aceitar o que nos é imposto desta maneira, tirando nossa liberdade de ensinar, de criar, de valorizar cada aluno na sua diferença.

"A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe." (Jean Piaget)




¹Angela Marin Pertile é estudante de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Membro do Diretório Acadêmico da Faculdade de Educação da UFRGS; Estudante de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); Educadora Social do Programa Cidadania e Talento . com. Contato: angelampertile@hotmail.com

domingo, 22 de março de 2009

...tudo ao mesmo tempo: AGORA!...

Grama verde. Bicicleta. Suco de limão. Pipoca de chocolate. Casinha na árvore. Sacolé. Chiclete em metro. Sorvete. Miçangas. Ballet. A rua. Sonhos. A imaginação. A lojinha. A escolhinha. O escritório. Banho de mangueira. Colégio. Amizades. Piscina. Pintura. Inglês. Macramê. Futebol. Informática. Fantasias. Companhias. Distância. Ingenuidade. Carinho. Sinceridade. Quietude. Solidão.

Dá saudade de tudo que passa. De tudo que fica, e até daquilo que se desgasta com o tempo. Mas como era bom e tranquilo ser criança, como era bom e cansativo ser adolescente, e por incrível que pareça: como é bom e chato ser adulto.

Quando criança sonhamos com o dia que viraremos 'gente grande', quando adolescentes queremos que tudo passe correndo. E quando, adultos, queremos que tudo passe, tudo volte, que o tempo pare, e tudo isso ao mesmo tempo: AGORA!. Como somos complicados e reclamamos da vida, achando que ela é muito complicada.

Mas como é difícil tomar decisões acertadas, nunca sabemos se o próximo passo não será em falso. Ainda mais quando lidamos com pessoas. Às vezes penso que algumas pessoas nasceram pra incomodar mesmo, e outras para serem incomodadas.

Existem mil formas de incomodar, formas boas, outras não tão boas. A verdade incomoda, o erro incomoda, o descaso incomoda. A desigualdade incomoda, até as responsabilidades incomodam. Mas eu acho que o que mais incomoda é o tempo, esse que passa e não volta, e não permite correções.

É, o arrependimento do tempo perdido, das decisões não tomadas há tempo incomodam também. Mas existem novos caminhos, existe um novo começo ( como eu queria acreditar nisso). E é essa vida de adulto que permite saber disso, as experiências do tempo que deixam cicatrizes, boas e não tão boas, e essas mesmas experiências é que também não permitem acreditar de verdade nisso, será?.

Mas a vida continua e se um novo começo existe, basta a mim procurá-lo, acreditar e viver. Porque eu quero e ainda sei ser feliz de verdade!

Os sonhos. A independência. As feridas. A correria. O trabalho. Os trabalhos. A faculdade. A responsabilidade. As amizades. As certezas. As dúvidas. As lutas. O trânsito. A educação. Os ideiais. As idéias. As vontades. As discordâncias. As semelhanças. O medo. As conquistas. O prazer. A vida.

...Escolhas...

Hoje no blog estou postando um texto que uma amiga minha, Mariana, escreveu e ofereceu para ser postado aqui. Me identifiquei com o escrito, consegui pensar sobre. Deixo também pra vocês.


"O que faz com que cada um de nós faça tais escolhas? O que nos faz decidir?
Será que nascemos com um dom de escolher o que é bom e o que é ruim? Ou será que a vida nos ensina o que nos faz bem?
Não sei, só sei que quando meu coração faz suas escolhas: já era. Está escolhido! Não adianta tentar me fazer mudar de ideia. Se foi meu instinto, minha cabeça, não interessa! Se chegou no coração não tem mais volta.
E o que fazer quando chegamos a um ponto que não temos mais certeza da escolha do coração?"
(Mariana Fonseca Lopes)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Desabafo [2]

Poxa vida, que situação, que saia justa, que indecisão. Já duvidei, voltei atrás, dei créditos. Desanimei. Vi tudo desmoronar novamente. Mas sabe que eu consigo ainda dar certa razão, enxergar pelo outro lado. Não sei se é questão de voltar atrás novamente, talvez dar mais um crédito. Ai, minha mania de acreditar na pessoa humana e de dar créditos e mais créditos. Apesar de que até hoje pouco me arrependi de tantas vezes ter feito isso, me surpreendi em muitas delas. A gente aprende com isso. Vamos começar do zero, vamos ver no que que dá! Sorte pra mim ...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

"É preciso se dar conta..."

As pessoas às vezes não se dão conta do impacto e das mudanças que podem provocar na vida de outras pessoas. Sentimentos descabidos, desentendidos, incompreendidos. É preciso se dar conta que a chama depois de acesa é difícil de ser apagada. Que a água derramada não tão simplesmente evapora. E que tudo que é construído é mais sólido e irredutível do que aquilo que acontece por acontecer.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"...Já quero poder voltar a sorrir, de novo. "

Um, dois, três. Respira, fecha os olhos. Acalma. Chora, sim! Desabafa. Ô Sensação de fracasso, de fim de mundo. Desisto. Não, tenta de novo! Tu sabe que tu consegue. Poxa vida, porque assim!? Não deu, não foi nessa vez, nem na outra, nem na outra. Será que essa maré de azar acaba quando? Esses minutos que sucedem o fracasso parecem uma eternidade.

Já quero poder voltar a sorrir, de novo.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

"...uma sensação que vem do nada..."

É tão estranho, mas acho que algo vai mudar. É uma sensação que vem do nada, mas que vem em uma intensidade incrível. Um misto de alegria, com indecisão e angústia. Angústia? Talvez não! Poderia ser ansiedade? Sei lá. Mas só sei dizer que é bom. Apesar dos momentos difíceis pra dormir. Isso por causa da maldita curiosidade em querer descobrir o que realmente está acontecendo comigo. Deixa o tempo correr, né?! Vamos ver no que dá!


Boa semana povinho...

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

[...]

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☼DAS UTOPIAS

''Se as coisas são inatingíveis... ora!
Não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
A presença distante das estrelas!''

[Mário Quintana]

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sábado, 7 de fevereiro de 2009

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"...Eu acho tão bonito isso de ser abstrato, baby

A beleza é mesmo tão fulgaz

É uma idéia que existe na cabeça

E não tem a menor pretensão de acontecer..."


[Apenas mais uma de amor - Lulu Santos]


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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

"...somos pessoas humanas, na essência e completude..."

Falar da inclusão social, no respeito às diferenças, em como incluir sem excluir já virou clichê, isso na teoria, ainda é muito pouco o que se faz a partir dessas discussões e até no dia-a-dia, na convivência.

Na realidade, o respeito pela pessoa humana já há muito se perdeu em meio às circunstâncias. O valor e o respeito reservado àqueles que se mostram ‘diferentes’ ainda é pequeno e não é suficiente para uma sociedade que se diz consciente e inclusiva.


O que se faz com os produtos que estão defeituosos, com alguma falha? São jogados aos cantos, ou então vendidos com um menor valor, nas lojas mais afastadas e menos valorizadas. Assim se mostra a realidade daquelas pessoas que por algum motivo ou outro não se mostram completas fisicamente, apresentam algum ‘defeito’ que lhes inferioriza, alguma diferença. Os lugares que lhe são reservados são os das margens, os lugares onde nem todos passam ou vêem.


Falo das pessoas com deficiência, falo dos meninos e meninas de rua, das favelas, falo até daqueles que ousam ser diferentes em suas idéias e ousam ir além do que é considerado limites e barreiras, falo de todos que de alguma forma ou de outra são inferiorizados ou desvalorizados pelas suas diferenças.


A dignidade da pessoa humana é um dos valores, antes que constitucional, humano mais básico e necessário para a garantia da justiça e da igualdade. O preconceito, as idéias prontas e impensadas são condutores em um caminho que não leva a lugar nenhum, muito menos a conquista desse direito.


Somos todos iguais, somos pessoas humanas, na essência e completude, devemos nos respeitar, respeitar e dar o valor merecido àquilo que não nos é semelhante e que pode nos ser complementar.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Um breve desabafo...

Relendo alguns e-mails, de tempos e tempos atrás, uma vontade de falar: "Faz de conta que não existo!?"

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

"Me dei conta que é permitido, e por muitas vezes necessário, voltar atrás!"


Buenas! Janeiro, férias, calor, sol, praia. Geralmente em tempos assim conseguimos parar para pensar um pouquinho em coisas banais, que geralmente não nos sobra tempo durante as correrias entre estudos, trabalhos, atividades. E eu tenho feito muito disso nos últimos dias. E em um desses momentos pensativos comecei a montar na minha cabeça um outra Angela, como uma forma de corrigir alguns erros, ajustar alguns aspectos, dar uma renovada. Não consegui criar um ser perfeito, muito pelo contrário, a nova Angela mais me parece uma incógnita, ela parece mais aberta, ela parece menos definida.

Pois é, resolvi mudar, não sei se minhas decisões vão me tornar uma pessoa melhor, mas meu objetivo nem era esse, meu objetivo era criar caminhos e meios para me tornar (talvez) mais feliz, (talvez) mais livre, quebrando alguns dos meus próprios pré-conceitos, destruindo alguns tabus, abrindo algumas portas, fechando outras, criando alternativas que me fizessem viver mais plenamente, sem barreiras para me tornar alguém mais feliz.

Mas a Angela não era feliz? Sim, ela era e era muito feliz, mas era um ser humano, e como ser humano percebeu que alguma coisa lhe faltava para se tornar um alguém pleno, leve. Sabe aquela sensação de que tudo está bem, mas que em determinados momentos algo aperta e não deixa seguir?

A nova Angela deverá se permitir mais, ser mais aberta aos riscos oferecidos pelas oportunidades. É que eu me dei conta que é permitido, e por muitas vezes necessário, voltar atrás, rever conceitos. Que é preciso agir mais, pensar menos. É preciso sim correr riscos, como forma de busca, aquela busca incansável de sentir-se plena.

As conseqüências sempre existirão e horas de planejamento muitas vezes não impedirão que um erro aconteça, pois então, deixa acontecer. Não, isso não se chama inconseqüência, não estou querendo dizer que vou extravasar limites, só vou me permitir mais. Esse pode ainda não ser o caminho que eu estava procurando, mas o que eu me propus foi tentar, não é? Vamos lá!

Em tempo: Quando estava pensando sobre tudo isso, uma certa chuva desabou. Agora, sento para escrever e o céu resolve me presentear com outra chuva. Será um sinal? Vamos fazer de conta que sim e até filosofar sobre: “assim como a chuva que cai é resultado de uma água que por aqui já passou, evaporou, e que recebeu outra oportunidade de voltar e seguir um (talvez) outro caminho, eu quero me presentear com novas oportunidades, evaporando alguns conceitos, construindo outros, buscando novos caminhos para ser feliz.”

"Almejar e sonhar é como ver-se no topo de uma montanha, mesmo que não estejamos ainda em cima dela!"(A.M.P)



segunda-feira, 12 de janeiro de 2009


[...]

"Metade de mim
Agora é assim
De um lado a poesia, o verbo, a saudade
Do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
E o fim é belo incerto... depende de como você vê
"

[...]


Teatro Mágico - O anjo mais velho

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Eterno 'problema'...

O tempo livre não me faz bem. Me torna inconstante, confusa, inquieta, insegura. Preciso do movimento, da correria, de algumas presenças. Preciso arrumar formas de me saciar dessa eterna sede de não parar.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Meus desejos para um novo ano...

Um novo ano chegando, um sopro de esperança renasce junto com o desejo de mudança, de recomeço.

É um sopro que encoraja, impulsiona, impede o tempo de parar.

É um sopro que indica erros e aponta caminhos, que faz com que levantemos a cabeça e de verdade recomecemos.

Vamos viver 2009 com a vontade de uma criança que se lambuza no doce sem se importar com a sujeira ou o depois...

Vamos viver 2009 com a esperança de quem vive o hoje sem saber o que será do amanhã...

Vamos viver 2009 com a certeza de que tudo será novo, será belo, será transformado, será renovado.

Vamos viver um 2009 de todas as cores: do verde da esperança de um amanhã sempre melhor, do amarelo de todas as riquezas necessárias para se viver bem e fazer o bem, do rosa do amor para espalhá-lo sem medidas, do vermelho da paixão por tudo que nos move e faz bem, do preto do luto por tudo que nos faz mal, do preto que oculta, mas também do branco que mostra a vitória das mudanças que todos podemos ajudar a conquistar.

Vivamos 2009 com quem nos faz bem, nos afastemos de quem nos faz mal, de quem não nos acrescenta, de quem nos pesa.

Vivamos 2009 da melhor maneira, vivamos 2009 como quem espera por um 2010 melhor ainda, construamos nosso caminho de vitórias, de lutas, de sonhos.

FELIZ 2009!!!

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

(...)

Eu quero um vento forte que me leve pra algum lugar,

Eu quero uma brisa leve que me faça descansar.

Eu quero um sol que cegue, uma chuva pra molhar.

Eu quero uma vida boa, daquelas pra relembrar.


A vida, aquela que só se vive uma vez.

O momento, aquele que passa, eterniza-se, talvez.

(A.M.P.)


Fazendo reviver isso aqui. Acabou o semestre, acho que vou voltar a viver também.


Boa semana pra todo mundo.

Beijo

domingo, 16 de novembro de 2008

Uma nova forma de Educar: Desejos e Desafios

Primeiramente gostaria de pedir desculpaa pela falta de dedicação ao blog, mas o tempo tá curto mesmo e não estou conseguindo criar nada de novo.

Vou postar hoje um texto que produzi no primeiro semestre da Faculdade de Pedagogia, na disciplina de Seminário de Docência I: Educação e Sociedade, que traz uma reflexão sobre minha forma de enxergar a educação, e algumas mudanças de pensamento que aconteceram em minha cabeça no decorrer dos primeiros seis meses de faculdade.

Uma nova forma de Educar: Desejos e Desafios

Desde quando optei pelo curso de Pedagogia nunca pensei em trabalhar como professora. O meu desejo de ir além, de buscar um caminho mais específico, como o da Psicopedagogia, me ofuscava a visão na direção da docência. Porém, quando começaram a me desafiar a pensar na escola e na educação num todo, despertou em mim um desejo de transformação, uma inquietação: Porque é tão difícil mudar a educação tradicional? Porque não inovar e concretizar uma educação diferente, baseada na reciprocidade da relação aluno/professor? Essa é a forma de educação que me encantou e me inquietou.

Após o contato com trecho da obra “Medo e Ousadia”, de Paulo Freire, é que realmente esta “pulguinha se alojou na minha orelha”. Através deste texto pude perceber, claramente, os principais desafios para esta transformação e, junto com o autor, alimentar desejos da concretização da mesma.

A idéia de uma educação integradora, onde o estudante junto com o professor constrói, cria e re-cria o conhecimento, através da partilha de saberes, é o que idealizo. Paulo Freire fala dessa educação, e nos dá uma visão de onde é produzido o conhecimento atualmente:

. ...........................................................................“A educação deve ser integradora – integrando os estudantes e os professores numa criação e re-criação do conhecimento comumente partilhadas. O conhecimento, atualmente, é produzido longe das salas de aula, por pesquisadores, acadêmicos, escritores de livros didáticos e comissões oficiais de currículo, mas não é criado e re-criado pelos estudantes e pelos professores em sala de aula.” (FREIRE, 1987)

A educação vista do ponto de vista libertador, tem, além da tarefa de ensinar de uma forma diferente, livre, através da reciprocidade e principalmente do estímulo da consciência crítica, a tarefa de denunciar a ideologia dominante, e evitar a sua reprodução. A idéia da ideologia dominante, conforme Paulo Freire nos alerta, visa obscurecer a realidade e evitar a construção da consciência que é capaz de transformar a sociedade.

“...a frustração que os educadores experimentam ao ver que sua prática docente não foi capaz de fazer a revolução que esperavam. De fato, eles se aproximaram da educação libertadora de um modo idealista. Esperavam que ela fizesse o que não se pode fazer; transformar sozinha a sociedade.” (FREIRE,1987)

Tudo sonho, sonho que não é de poucos e nem pequeno. Junto com essa tarefa de um novo método de educar vêm os desafios. Com o domínio de uma ideologia que perdura no tempo e delimita evoluções e mudanças, tudo isso pode desmoronar num piscar de olhos se não bem idealizado e construído no nosso ‘sonhar’. Tudo isso que se imagina, e que penso ser a forma ‘ideal’ de educar, é recebido com grandes muros e, mesmo que ela consiga atravessar esses muros dificilmente consiga concretizar, por completo, o seu verdadeiro objetivo de transformar a sociedade.

Aquilo que me inquieta e me faz enxergar além pode ser resumido em duas palavras: OUSADIA e MUDANÇA, sim para tudo isso é necessário ousadia, para ir além, dar a cara a bater sem medo de correr os riscos, de ”remar contra a corrente”, e esse desejo é chamado mudança, para que a sociedade seja mudada, todos indicam o caminho da educação, e é esta que temos o dever de mudar, de re-construir, de remodelar, ou ao menos tentar.

O sonho, o desejo, a inquietação é só o começo, porém o caminhar, o buscar e o concretizar com certeza virão com força total, para que este sonho não petrifique, não pare no tempo, não fique a esperar a ousadia de outrem para ser realizado, quero começar por mim, mesmo que não na docência, mas no ambiente escolar e na conscientização, ajudando reconstruir e reinventar a nossa educação torná-la mais prazerosa, mais crítica, que o conhecimento possa ser construído e não transferido, que o professor saiba se colocar no lugar do aluno e com ele aprender, e que principalmente, eu possa ser instrumento nessa mudança e ser ousada para agir, “dar a cara a bater” e defender meu ideal.

"A educação não muda o mundo, a educação muda as pessoas, as pessoas mudam o mundo" (Paulo Freire)

domingo, 12 de outubro de 2008

Criança...

Hoje eu vi crianças...

Hoje eu vi crianças que corriam, livres brincavam, sorriam, pareciam felizes!
Tomavam sorvete, ganhavam abraços, cantavam, viviam!

Hoje eu vi crianças...

Hoje eu vi crianças que pediam esmola, que esperavam o impossível, que buscavam o nada com o olhar.

Hoje eu lembrei da minha infância, lembrei das infâncias, me emocionei com um pedido inesperado: “Moça, me dá uma bala?”, não era uma bala que essa criança queria, ela queria era ‘ser criança’. Era uma menina linda, com um brilho tão forte no olhar que me encantou, me seduziu. Sorri pra ela, ela sorriu pra mim, conversei com ela e reafirmei o seu desejo principal.

Me senti tão bem depois de então, um sorvete tomei com ela, comemorei meu Dia da Criança de uma forma especial, como nunca havia comemorado. Justo hoje que passei por tantas situações que me mostraram como é necessário ser sério, maduro, concentrado e responsável, justo agora que o peso das responsabilidades afastam um pouco a criança que ainda mora dentro de mim.

Gostaria de desejar a todos que passam por aqui, que a criança que mora dentro de cada um de vocês nunca morra, que ela permaneça, se não sempre ativa, ao menos acordada, e que a consciência de que pertencemos a este mundo com estas múltiplas realidades esteja sempre desperta para que possamos sempre, por menor que seja a ação, fazer nossa parte. É tão simples, faz tão bem! ;)

...Boa semana...

“Ao abraçar uma criança, abraçamos o mundo. Elas carregam todos os sentimentos, elas refletem todas as cores, elas nos mostram todos os caminhos!” (A.M.P.)





[Em breve novidades, aguardem...Conto com todos para juntos também fazermos nossa parte]

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Respondendo...

Muito bem...Depois de algum tempo com uma pergunta solta no ar venho trazer minha resposta, minha interpretação e visão à cerca do assunto proposto, pra terminar logo com esse tema e para que eu possa escrever um monte de coisas que estão surgindo e que tenho medo que o vento leve embora (e ele anda bem forte lá nas tardes da FACED). Mas antes disso gostaria de agradecer as pessoas que comentaram, deixaram a sua opinião, que me fizeram pensar e repensar na minha idéia e visão sobre a pergunta. Estão convidados a problematizar a minha opinião e também as demais deixadas no post anterior. Obrigada Amanda, Mary, Cíntia, Cleber, Paulo Sérgio, Rafael, Thiago (do Pilhou!) e Pietra.

Vamos ao que realmente interessa...

"Nenhuma idéia vale uma vida!?"

Quando estava ouvindo esta música e resolvi postar o questionamento aqui no blog, pensei nele de uma forma um pouco diferente do que a maioria dos outros comentários mostram, e talvez por isso minha opinião seja um pouco, ou muito, diferente da maioria, mas semelhante a quase todos de certa forma.

Pensei em 'idéia' como ideal, como um objetivo, uma busca. Talvez um certo espírito 'revolucionário' (preguiçoso!) que anda latente por aqui tenha me remetido a esta interpretação, e também à conclusão que segue:
Levando em conta esta interpretação inicial afirmo que, para mim, qualquer idéia (leia-se, então, ideal) vale uma vida. Penso que quando acreditamos em uma causa e temos vontade e motivação para levá-la adiante devemos fazê-lo com todas as forças. Sim! Eu acredito que vale entregar a vida (dedicar-se ao máximo) para concretizar, ir atrás de alguma mudança, nem que seja mínima, mas necessária.
Acredito que não é preciso radicalismo para isso, pequenas ações podem significar uma vida, em uma vida podemos nos entregar muitas e muitas vezes para uma nova 'construção', ou uma 'descontrução', basta querer, basta acreditar, basta se dedicar.
Com certeza, mais que absoluta, acredito, também, que de nada vale agir em prol de um ideal quando se prejudica outras pessoas, quando se invade outros territórios de forma negativa.
Idéias são só idéias e não devem ser levadas às últimas consequências quando podem prejudicar outras pessoas.

"Idéias são só idéias quando não transformadas em ideais!" (A.M.P)